Mostrando postagens com marcador António Lobo Antunes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador António Lobo Antunes. Mostrar todas as postagens

6 de junho de 2014

Espera

P Malkievicz



Não uma e meia nem sete nem quatro,
trinta e oito da madrugada,
duzentas e onze da manhã,
e uma escuridão infinita.

António Lobo Antunes
Eu Hei-de Amar uma Pedra

Horas, horas sem fim,
pesadas, fundas,
esperarei por ti
até que todas as coisas sejam mudas.
Até que uma pedra irrompa
e floresça.
Até que um pássaro me saia da garganta
e no silêncio desapareça.

Eugénio de Andrade
Espera



4 de janeiro de 2012

[Des]esperar


Flickr / Wendy aka Gwen2010




No relógio da sala não uma e meia nem sete nem quatro,
trinta e oito da madrugada, duzentas e onze da manhã, 
e uma escuridão infinita.


António Lobo Antunes
Eu Hei-de Amar uma Pedra  
Há muito tempo que te espero.
Há muito tempo que não vens.


José Luís Peixoto
A Criança em Ruínas 

Amigos,
O link dos comentários ficará desativado por um breve período.
Estou em falta com quase todos os que comentaram nos dois últimos posts. 
Retribuirei, na medida do possível.




25 de outubro de 2010

Regando a saudade




Basta uma lágrima cheia 
De uma saudade de tudo.

Afonso Lopes Vieira
Cancioneiro III

..... ..........;;;;;;;;;;;...;;;;;;;.....a propósito...


Deviam chover lágrimas quando
 o coração nos pesa muito.

António Lobo Antunes
Ontem Não te Vi em Babilónia

Imagem: Maciej Toporowicz, NYC/Getty Images