Mostrando postagens com marcador Cecília Meireles. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cecília Meireles. Mostrar todas as postagens

3 de maio de 2015

E era por ti

Ewa Brzozowska


Acreditei que se amasse de novo
Esqueceria outros
Pelos menos três ou quatro rostos que amei
Num delírio de arquivística
Organizei a memória em alfabetos
Como quem conta carneiros e amansa
No entanto flanco aberto não esqueço
E amo em ti os outros rostos.

Ana Cristina César
Inéditos e Dispersos

E te esperava, e te chamava,
e entre os caminhos me perdi.
Foi nuvem negra? maré brava?
E era por ti!

Canção a Caminho do Céu


30 de maio de 2011

Dando asas ao horizonte

123RF

Certamente, não há nada
de ti, sobre este horizonte,
desde que ficaste ausente.


Cecília Meireles
Canção do Mundo Acabado




.........mas pressinto que...



Dum momento para o outro pode entrar
Um pássaro que levante o céu

E sustente o olhar.

Alexandre O'Neill
 
No Reino da Dinamarca

Amigos,
O blog continuará a ser atualizado, porém os comentários
ficarão desativados por um certo período.





1 de fevereiro de 2011

Canção de outono














Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo
doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.
...
Sentei-me na cama e repeti devagar o teu nome,
o nome dos meus sonhos, mas as sílabas caíam
no fim das palavras, a dor esgota as forças,
são frios os batentes nas portas da manhã.

Maria do Rosário Pedreira


Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...

Cecília Meireles
Canção de Outono


Oferecido pela Cristina Lira
do blog Silêncio





Imagem: Andrea Seifert/Corbis

21 de novembro de 2010

Passos perdidos



Praia repleta de rastros em mil direções
Penso que todos os passos perdidos são meus.

Renata Maria

Viajo sozinha com o meu coração
Não ando perdida, mas desencontrada.
Levo o meu rumo na minha mão.

Despedida





Oferecido pela Gisa do blog






Imagem: Sídio Júnior


10 de novembro de 2010

Deixa-me inventar-te


Certamente, não há nada de ti,
sobre este horizonte,

desde que ficaste ausente.

Mas é isso o que me mata:
sentir que estás não sei onde,
mas sempre na minha frente.

Cecília Meireles
Canção do Mundo Acabado


Eu sei, não digas, deixa-me inventar-te.
...
Tenho construído o teu nome com todas as coisas.
tenho feito amor de muitas maneiras,
docemente,
lentamente,
desesperadamente
à tua procura, sempre à tua procura

até me dar conta que estás em mim,
que em mim devo procurar-te.

Joaquim Pessoa

Poeta, pintor e publicitário

Imagem: Heide Benser/Corbis


Oferecido pela Cristiane
do blog Meu Olhar Caleidoscópio
.

O intuito deste selo é promover a
harmonia e o respeito na blogosfera.




3 de agosto de 2010

E era por ti!


E te esperava, e te chamava,
e entre os caminhos me perdi.
Foi nuvem negra? maré brava?
E era por ti!

Cecília Meireles
Canção A Caminho do Céu




A saudade do amor é de outra natureza:
viva, pulsante, lançada sempre no futuro, sempre,
eu tinha saudade de ti quando te esperava.
Nunca no passado

Eugénia de Vasconcelos



Oferecido pela Gaby Shiffer
do blog Coisas de Mulher




1 de fevereiro de 2010

Fotografando a ausência


 




















Desejo uma fotografia
como esta — o senhor vê? — como esta:
em que para sempre me ria
como um vestido de eterna festa.
...
Não meta fundos de floresta
nem de arbitrária fantasia...
Não... Neste espaço que ainda resta,
ponha uma cadeira vazia.


Cecília Meireles
 
Encomenda

Imagem: Christopher Brennan (óleo sobre tela)

11 de agosto de 2008

Janela da alma




Quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

Cecília Meireles

A Arte de Ser Feliz

Google Imagens
(desconheço a autoria)

 

23 de julho de 2008

Primavera distante




 










A primavera chegará,
mesmo que ninguém mais saiba o seu nome,
nem acredite no calendário,
nem possua um jardim para recebê-la.


Cecília Meireles

Primavera

(Texto extraído do livro Cecília Meireles - Obra em Prosa - Vol.1)


Imagem: Pete Turnes/Gettyimages


21 de junho de 2008

Confissão


Pus o meu sonho num navio e o navio em cima do mar;
  - depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.

Cecília Meireles
Canção


Pintura de Edward Hopper

17 de junho de 2008

O cristalino da incerteza
















Se desmorono ou se edifico,

se permaneço ou me desfaço,

- não sei, não sei.

Não sei se fico ou passo.
...

Motivo


Imagem: Allan Boccard