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12 de junho de 2015

Pele

A. Birto


Quero uma tarde eterna de mar
e navegar por entre a pele 
da tua alma sem rumo.

Maria de Lurdes Melo
Não Gritaste Por Mim, Meu Amor...



Se partires, não me abraces – a falésia que se encosta
uma vez ao ombro do mar quer ser barco para sempre
e sonha com viagens na pele salgada das ondas.

O Canto do Vento nos Ciprestes



14 de janeiro de 2013

Silêncio

Ewa Brzozowska


Deixei de ouvir-te. E sei que sou
mais triste com o teu silêncio.

Preferia pensar que só adormeceste; mas
se encostar ao teu pulso o meu ouvido
não escutarei senão a minha dor.

Deus precisou de ti, bem sei. E
não vejo como censurá-lo

ou perdoar-lhe.

Maria do Rosário Pedreira


com o tempo, as mãos, as tuas,
cairão também no esquecimento.
E delas restará apenas uma sensação
de ardor sobre a minha pele.

Al Berto
Lunário



1 de fevereiro de 2011

Canção de outono














Esta manhã encontrei o teu nome nos meus sonhos
e o teu perfume a transpirar na minha pele. E o corpo
doeu-me onde antes os teus dedos foram aves
de verão e a tua boca deixou um rasto de canções.
...
Sentei-me na cama e repeti devagar o teu nome,
o nome dos meus sonhos, mas as sílabas caíam
no fim das palavras, a dor esgota as forças,
são frios os batentes nas portas da manhã.

Maria do Rosário Pedreira


Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...

Cecília Meireles
Canção de Outono


Oferecido pela Cristina Lira
do blog Silêncio





Imagem: Andrea Seifert/Corbis

11 de janeiro de 2011

Coisas que deixaste

Marta Laura Gliñska



Lê, estes são os nomes das coisas que
deixaste – eu, livros, o teu perfume
espalhado pelo quarto; sonhos pela
metade e dor em dobro, beijos por
todo o corpo como cortes profundos
que nunca vão sarar.


Maria do Rosário Pedreira
Nenhum Nome Depois


E a minha triste boca dolorida
Que dantes tinha o rir das Primaveras,
Esbate as linhas graves e severas
E cai num abandono de esquecida!

Florbela Espanca
Lágrima Oculta


17 de maio de 2010

Única paisagem












 
 









Agora há uma dor que pousa nas palavras.
Não as digas – um nome basta para
dividir o coração. Se me esqueceste entre
um livro e outro, finge que não sei; despede-te
de mim como uma lâmpada antiga, deixa que
a tua sombra seja a minha única paisagem.

Maria do Rosário Pedreira
Nenhum Nome Depois.


Imagem: Lieutenant Tibs