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5 de abril de 2013

Solidão


Olhares/António Manuel Pinto da Silva
 

Enriqueço na solidão: fico inteligente, graciosa e não esta feia ressentida que me olha do fundo do espelho. Ouço duzentas e noventa e nove vezes o mesmo disco, lembro poesias, dou piruetas, sonho, invento, abro todos os portões e quando vejo a alegria está instalada em mim.

Lygia Fagundes Telles
As meninas



1 de maio de 2011

Quando o amor acaba

Getty Images/Russell Illig



o amor é uma coisa tão simples...
veja-o como uma flor que nasce e morre em seguida por que tem que morrer.
nada de querer guardar a flor dentro de um livro,
não existe nada mais triste no mundo do que fingir que há vida onde a vida acabou.


Lygia Fagundes Telles

Verão no Aquário





Amigos,
O blog continuará a ser atualizado, porém os comentários
ficarão desativados por um certo período.












6 de novembro de 2010

O voo da alegria

Deviantart/: ~icyblush 

Uma borboleta pousou no corrimão bem ao meu alcance. Prendi-a pelas asas mas tremeu tanto que soltei-a. Saiu voando buleversada como se tivesse ficado cem anos presa. Nos meus dedos, o pó prateado. Tão breve tudo. Prendi assim a alegria, ainda há pouco foi minha mas se debateu tanto que abri os dedos antes que se ferisse, não se pode forçar. Um pouco mais que se aperte e não fica só o pó, mas a alma. Entro na minha concha.

Lygia Fagundes Telles

As meninas



16 de março de 2010

Baú de memórias

















C
omo quando se tira um vestido velho do baú,
um vestido que não é para usar, só para olhar.
Só para ver como ele era.
Depois a gente dobra de novo e guarda

mas não se cogita em jogar fora ou dar.
Acho que saudade é isso.


As meninas


Selo oferecido pela Ana,
do blog Pelos Caminhos da Vida





1 de julho de 2008

Além do horizonte

 












A distância mais curta entre dois pontos
pode ser a linha reta,
mas é nos caminhos curvos que se encontram
as melhores coisas da vida.

Lygia Fagundes Telles 
É preciso amar...


Imagem: Richard Schultz/Corbis