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| Christof Wermter-zefa-Corbis |
18 de abril de 2012
9 de abril de 2012
Estrelas
30 de março de 2012
A curva da estrada
ando tão preguicenta com o blog que, para não deixá-lo à deriva e,
principalmente, em respeito aos amigos que sempre aportam por esses
rios, resolvi fazer uma dobradinha entre o Facebook e blog para, assim,
não deixá-lo de todo, sem as minhas digitais. a passos lentos vou,
pouco a pouco, retribuindo o carinho das visitas.
21 de março de 2012
Silêncio
| Pascal Renaux |
Eu nasci para estar calado. A minha única vocação é o silêncio. Foi
meu pai que me explicou: tenho inclinação para não falar, um talento para
apurar silêncios. Escrevo bem, silêncios, no plural. Sim, porque não há um único
silêncio. E todo o silêncio é música em estado de gravidez.
Quando me viam, parado e recatado, no meu invisível recanto, eu não
estava pasmado. Estava desempenhado, de
alma e corpo ocupados:
tecia os delicados fios com que se fabrica a quietude.
Eu era um afinador de silêncios.
tecia os delicados fios com que se fabrica a quietude.
Eu era um afinador de silêncios.
Jesusalém
9 de março de 2012
4 de março de 2012
26 de fevereiro de 2012
Miragem
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| Marta Glinska |
Não direi que a tua visão desapareceu dos meus olhos sem vida
Nem que a tua presença se diluiu na névoa que veio.
Vieste – tua sombra sem carne me acompanha
Como o tédio da última volúpia.
Vieste – e contigo um vago desejo de uma volta inútil
E contigo uma vaga saudade…
És qualquer coisa que ficará na minha vida sem termo
Como uma aflição para todas as minhas alegrias.
Tu és a agonia de todas as posses
És o frio de toda a nudez
E vã será toda a tentativa de me libertar da tua lembrança.
Miragem
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13 de fevereiro de 2012
Perdoa este amor
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| Tetra Images/Getty Images |
Perdoa a riqueza deste amor
sem sedas nem brocados
a fragilidade deste mundo sem orientes
nem senhas nem tratados
e esta resma de escritos imperfeitos
em que invariavelmente falo de ti
mesmo quando não é de ti que falo.
sem sedas nem brocados
a fragilidade deste mundo sem orientes
nem senhas nem tratados
e esta resma de escritos imperfeitos
em que invariavelmente falo de ti
mesmo quando não é de ti que falo.
Poesia Vadia / Inês * Pedro * Amor * Paixão
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7 de fevereiro de 2012
The long and winding road
Penso: quando você não tem amor,
você ainda tem as estradas.
você ainda tem as estradas.
Quem nos deu asas para andar de rastos?
Quem nos deu olhos para ver os astros
- Sem nos dar braços para os alcançar.
Quem nos deu olhos para ver os astros
- Sem nos dar braços para os alcançar.
Título: Lennon & McCartney
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30 de janeiro de 2012
Invisibilidade
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| Yuri Bonder |
Essa dor que quando olhas
não compreendes por que não
é de fratura exposta
é de amor sem resposta
a solidão ninguém vê.
Invisibilidade
Dê-me o esquecimento, meu pai.
Dê-me uma noite sem sombra
ou sobressalto, um sono inteiro
um instante sem rumor.
Dê-me teu silêncio, meu pai.
A solidez das pedras, o rigor das coisas
a solidão sem dor.
Dê-me uma noite sem sombra
ou sobressalto, um sono inteiro
um instante sem rumor.
Dê-me teu silêncio, meu pai.
A solidez das pedras, o rigor das coisas
a solidão sem dor.
Prece
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23 de janeiro de 2012
Dando voz à preguiça
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| daqui |
Eu gosto tanto, tanto, tanto
de estar quieta, muito parada,
de fazer nada, coisa nenhuma,
e de fazer isso, que é não fazer
e de fazer isso, que é não fazer
e de não estar, não ir, também.
Eu cá faço nada e todos
me dizem que faço isso muito bem.
Faço arroz de nada, pudim de nada
(que não é nada, está-se mesmo a ver)
e é tudo muito bom, delicioso,
só por não ser preciso fazer.
Eu faço nada, sou um nadador,
mas não daqueles que nadam mesmo,
O que é cansativo, tão maçador;
é que nadar, cá para mim,
tem um defeito insuportável:
aquele erre que está no fim .
E não digam que não faço nada
porque eu faço isso o mais que posso
e se não faço mais é porque mesmo nada
fazê-lo muito é uma maçada.
Não quero ir. Ainda é cedo.
Que pressa é essa? Não pode ser!
Deixem-me estar porque eu hoje tenho
Fala a preguiça
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18 de janeiro de 2012
Asas da solidão
Nunca houve palavras para gritar a tua ausência.
Apenas o coração pulsando a solidão antes de ti
quando o teu rosto doía no meu rosto e eu
descobri as minhas mãos sem as tuas...
De Onde Chegam Estas Palavras?
Não sei sobre pássaros,
não conheço a história do fogo.
Mas creio que minha solidão deveria ter asas.
não conheço a história do fogo.
Mas creio que minha solidão deveria ter asas.
La Carencia/Las Aventuras Perdidas
(tradução: Carlos Machado)
===
Yo no sé de pájaros,
no conozco la historia del fuego.
Pero creo que mi soledad debería tener alas.
no conozco la historia del fuego.
Pero creo que mi soledad debería tener alas.
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15 de janeiro de 2012
Metade de mim
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| Fotolog/Aida_sqt |
A laranja cortada ao meio,
úmida de amor, anseia pela outra...
É assim, é bem assim que eu te desejo.
Preparativos de Viagem
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9 de janeiro de 2012
Ângulo
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| Weheartit / Bruna Kaercher |
Mudar o ângulo
para não perder a faculdade
de estranhar.
Maria José Quintela
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4 de janeiro de 2012
[Des]esperar
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| Flickr / Wendy aka Gwen2010 |
No relógio da sala não uma e meia nem sete nem quatro,
trinta e oito da madrugada, duzentas e onze da manhã,
e uma escuridão infinita.
António Lobo Antunes
Eu Hei-de Amar uma Pedra
Há muito tempo que te espero.
Há muito tempo que não vens.
José Luís Peixoto
A Criança em Ruínas
Amigos,
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Estou em falta com quase todos os que comentaram nos dois últimos posts.
Retribuirei, na medida do possível.
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