9 de junho de 2008

O apenas que se basta



 











No início,
eu queria um instante.
A flor.
Depois,
nem a eternidade me bastava.
E desejava a vertigem
do incêndio partilhado.
O fruto.

Agora,
quero apenas
o que havia antes de haver vida.
A semente.

Mia Couto
Idades, Cidades, Divindades

Google Imaens 
(desconheço a autoria)
 
.

4 comentários:

pin gente disse...

é sempre assim...
e por vezes ficamos até sem a semente.

abraço
luísa

Papoila disse...

Continuamos aonda em renascer ... "semente" vida!

Gostei da escolha

BF

Diva disse...

Hehehe... tambem tens o Mia aqui ;o))... Nada estranho... qualquer alma sensivel se estende no manto de palavras do poeta.
Gosto imenso deste tambem do mesmo livro.

Desleitos

Recuso o leito.
Quero dormir
onde n�o tenha cabimento.

O problema da cama
� que, tal como no caix�o,
ganhamos o tamanho da t�bua.

Para sonhar,
prefiro o inteiro ch�o.

Tenho a sede
do embondeiro:
Ai inv�s de beber,
Eu engulo o ch�o inteiro

Bjs meus

Dois Rios disse...

Luisa,
"as vezes até sem a semente"... o q dizer além de concordar?
Bjs,
----
Papoila
A vida é um sem fim de recomeços: semente/flor/fruto/semente...
Um beijo,
----
Diva,
Valeu a visita mais uma vez.
Grata pela linda poesia do Mia, q eu tanto gosto. Não a conhecia. Quem sabe um dia ela entra nos blogs? (meu e seu, rss).
Beijão
(Feliz Dia dos Namorados!)